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Como funcionam os testes de eficiência energética e como se aplicam ao sistema de geração que você vai adquirir

By 15 de dezembro de 2020 No Comments
cientistas em laboratorio

Olá pessoal, estamos iniciando mais um texto onde prometemos abordar ainda outro tópico a respeito da eficiência energética das placas solares.

Sabemos, e você pode entender um pouco mais no texto da semana passada, que a eficiência energética das placas está relacionada com o quanto de energia ela é capaz de produzir por metro quadrado. 

Só que a gente ficou se perguntando, como são feitos esses testes que definem esses padrões de produção e eficiência? Esses testes são realizados em laboratórios, sob condições que chamamos de “Condições Padrão de Teste” (STC – Standard Testing Conditions, na sigla em inglês). Neste tipo de teste, as placas são submetidas a uma irradiação de luz de 1000W, isso seria como um dia de sol forte, porém nessas condições de laboratório, a placa está submetida a esta irradiação, numa temperatura ambiente de 25 graus!! Imagine essas placas no seu telhado num dia de sol forte, elas provavelmente vão esquentar bem mais que isso! E realmente esquentarão. Por isso,  a potência nominal da placa raramente será a potência real.

É possível calcular esse déficit na potência de maneira relativamente simples, vamos mostrar agora.

Veja em característica de temperatura, a temperatura nominal de operação da célula e o coeficiente de temperatura de Pmax. Na temperatura nominal de operação da célula, os fabricantes geralmente já informam a temperatura que o painel vai atingir em condições realistas de irradiação, lembrando que em geral os painéis aquecem 20 graus além das condições de laboratório, então estamos falando de algo em torno de 45, 46 graus Celsius. O coeficiente de temperatura de Pmax indica quanto de eficiência o painel vai perder a cada 1 grau Celsius acima dos 25 graus das condições de testagem. Então subtraímos a diferença de temperatura da testagem para a amostragem real, 21 graus Celsius e multiplicamos este valor pelo coeficiente de temperatura de Pmax. Este valor corresponde a perda de eficiência da placa em questão. Se ela perderá 8% de eficiência, por exemplo, quando for indicado que sua potência é de 260W, subtraia esses 8% dos 260 e obtenha a potência real da sua placa.

E aí, o que achou? Ficou claro para você? Tem muita informação bacana sobre o assunto na internet, a gente tentou reproduzi-lo da maneira mais simplificada possível para você.

Quando pensamos em escrever sobre eficiência energética das placas, o pessoal foi logo dizendo “vai ter de fazer uma série de textos pois tem muita coisa pra falar”. Realmente, prosseguiremos nessa toada, mas infelizmente este é o último texto de 2020. Vamos fazer uma parada para recarregar as nossas energias porque 2021 vem com tudo e precisamos estar preparadas e preparados.

Um excelente final de ano para você e sua família. Se cuidem, protejam-se ao máximo e muito obrigada pela sua companhia neste ano que passou. Foi uma alegria imensa aprender e dividir com vocês um pouco do universo da energia solar!

Até 2021!!

Fonte: Portal Solar

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